
sábado, 8 de janeiro de 2011
2011 e o espírito republicano

sábado, 3 de abril de 2010
Sobre o V Forum Urbano Mundial
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Discutindo as centralidades
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
O real gargalo do desenvolvimento urbano
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Entrevista Guido Mantega - BBC Londres
Entrevista do Presidente Lula à BBC/UK
domingo, 13 de setembro de 2009
A contra-revolução verde
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Uma aula sobre a crise
domingo, 31 de maio de 2009
Minha casa, minha vida, minha taça....
sábado, 9 de maio de 2009
Da China à Ipiranga com a São João
Maio começou com uma notícia explosiva: a China tornou-se o principal parceiro comercial do Brasil. O que pode parecer apenas mais uma linha na pauta do noticiário, na realidade é um reflexo perfeito do atual momento econômico. Desde 1930 os EUA gabava-se em ser nosso maior parceiro econômico. Chamo a atenção a esse episódio, pois, em minha avaliação, caímos em uma armadilha financeira extremamente perniciosa. Uma leitura um pouco mais atenta nos mostra que o flanco exportador do Brasil sofreu uma queda acentuada dos produtos manufaturados. Em contrapartida aumentamos o grau de dependência das vendas das commodities. Nosso perfil de exportações piorou no quesito “quantidade de trabalho e técnica”. Trata-se de um retrocesso histórico de quando ainda se falava em vantagens comparativas e equilíbrio geral. Ora, para nossa surpresa, a China foi a principal compradora desses produtos primários tão necessários à produção industrial quanto o queijo branco à goiabada! Em números, temos que o peso das commodities saiu de 32% em abril de 2008 para 46% em abril desse ano. É um dado representativo, pois embora nossas importações oriundas da China tenham arrefecido (caíram 19%), é salutar questionar que tipo de equilíbrio queremos na balança comercial, pois a linha de importação ainda é basicamente de produtos da indústria de transformação. Nesse sentido não é pura ideologia que brada dos andares da FIESP na Av. Paulista, ou da CNI
Até lá
segunda-feira, 4 de maio de 2009
O Retorno
sábado, 29 de novembro de 2008
Bancos públicos e gestão da crise
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
A importância do Sistema Financeiro Nacional
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
A crise e o PAC
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Novo velho paradigma

terça-feira, 29 de julho de 2008
O grito dos inaudíveis

quarta-feira, 23 de julho de 2008
Chevaliers de sangreal

A tentativa de salvar a rodada de negociações Doha, em 2001, assiste nesta semana mais um capítulo de sua longa história. A ambiciosa tentativa de imprimir a maior abertura do comércio mundial demanda ponderações pertinentes a sua implementação. As notícias de Genebra, até agora, não são muito animadoras quanto à exequibilidade dos acordos. O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, sem dúvida uma de nossas grandes referências, embarcou, todavia, no que chamaria de missão "kamikaze" (já que estamos em épocas de metáforas históricas). Ora, minhas reflexões são contumazes, embora soem infantis devido minha descrença em certos tipos de relações comerciais. Estamos, junto com Amorim, em conflito com os países desenvolvidos, pois estes subsidiam seus agricultores com linhas de créditos especiais e taxas abusivas às importações de commodities dos países em desenvolvimento. O frisson centra-se em certa desvalorização no longo prazo e no possível bloqueio do crescimento econômico dos países exportadores. A assimetria da contrapartida solicitada pelos países mais ricos é tamanho absurda, que, em meu ponto de vista, chega a ser anedótica (não sei se essa palavra existe). Para que nossos agricultores tenham acesso ao mercado interno do G-5, seria necessário que reduzíssemos as tarifas alfandegárias de produtos industrializados. Ora, essa distorção aparenta um retrocesso à época mercantilista (se é que essa época se foi!!!) senão vejamos: estamos brigando para exportar soja, minério, suco de laranja, cana, etc.; cabe a ressalva de que esses produtos todos são enviados in natura, isto é, apenas para ilustrar com dois exemplos, o minério sai do Brasil, viaja 16 mil Km até a China, onde é processado pela indústria siderúrgica, para, em seguida, retornar ao Brasil em forma de trilhos, a tonelada do minério é vendida à média de US$ 150, enquanto a tonelada dos trilhos é importada por US$ 750 (ver Valor Econômico e Folha de S. Paulo de 21/07/2008). O suco de laranja não deixa por menos, pois é exportado em forma concentrada a granel, para ser processado, industrializado e envasado no exterior; em seguida, quem diria, é exportado para o Brasil. Isso mesmo!! Importamos o suco de laranja que começa a ser produzido aqui em Bebedouro, Taquaritinga, Matão, Itápolis, etc.
Para resumir, o núcleo de minha inquietação está na seguinte pergunta: Será que realmente precisamos ter sucesso nas negociações da OMC? Deveríamos, de fato, salvar a rodada Doha? Quais seriam os fins? Na minha maculada (pois não estou preparado) leitura, o sucesso dessa negociata seria perpetuar a assimetria que vigora desde a era colombiana. Continuaríamos a exportar minério, soja e laranja, produtos de baixo valor agregado, enquanto importamos toda a base produtiva do país. Deixarei essa leitura no plano da superficialidade (poderia aprofundar a discussão, mas...) pois aqui não há espaço para divagações contundentes. Se esse post conduzi-lo (a) à reflexão sobre a questão, a missão está cumprida. Obviamente que não se trata de uma "nova" polêmica, pois duvido que um diplomata do calibre de Celso Amorim não a tenha considerado. Todavia, faz-se mister uma breve ponderação e, se possível, marchemos a discussão aos arautos da diplomacia nacional.
É, eu sei. Isso já é muita ambição para esse blog. Mas, toda verdadeira cruzada começa assim: uma pequena inquietude que se transforma em uma verdadeira batalha.
Levante sua bandeira, pois o Santo Graal do século XXI não é um artefato qualquer, mas, sim, um conjunto de normas e leis que, uma vez assinadas, só a guerra é capaz de derrubá-las.
Pelo andar da carruagem, e pela honestidade das relações, é melhor preparar a espada e o escudo.
Já posso ouvir o som das baionetas.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Referências

sexta-feira, 18 de julho de 2008
Fibra Moral
terça-feira, 15 de julho de 2008
Burocracia Rousseauriana
