" Preferi a tranquilidade do silêncio ao ruído das propagandas falazes; não suportei afetações; as cortesias rasteiras, sinuosas e insinuantes, jamais encontraram agasalho em mim; em lugar algum pretendi subjugar, mas ninguém me viu acorrentado a submissões;- dentro de uma humildade que ganhei no berço, abominei a egomania e a idolatria; não me convenceram as aparências, e para as minhas convicções busquei sempre os escaninhos. No exercício das minhas funções de magistrado, diuturnamente, dei o máximo dos meus esforços para bem desempenhá-las, (...) em nenhum momento transigi com a nobreza do cargo; escapei de juízos temerários, tomando cautelas para desembaraçar-me das influências de uma decisão;- e, se alguma vez, pequei contra a lei, vai-me a certeza de que o fiz para distribuir bondade e benevolência." Discurso pronunciado pelo juiz Luiz Gonzaga Belluzzo (1916 - 2000), por ocasião de sua aposentadoria. (Revista Carta Capital Nº504, 16 de julho de 2008)
Se existe alguma definição específica para a expressão "fibra moral", esse pronunciamento, sem dúvida, deve ser considerado seu hiperônimo.
E se algum nefasto multiplicador das idéias corporativas precisar mudar o conceito de "sucesso", taí um ótimo exemplo.
Grifo meu.
Mais do que justo.
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