A bola da vez na agenda político-econômica canarinha recai, duplamente, sobre a ministra Dilma Rousseff. A "mãe do PAC" agora acumula mais uma atribuição desafiadora: resolver o problema da habitação no país. Talvez, a palavra "resolver" seja pesada demais para as possibilidades concretas às mãos da ministra. Acelerado pela contingência da crise econômica, o programa "Minha casa, minha vida" tem 3 objetivos claros:
1 sustentar a produção e o emprego em tempos de crise;
2 reduzir o déficit habitacional nas grandes cidades;
3 alavancar a popularidade da companheira Dilma.
É sabido que o número maior de lares estimula, instiga mais demanda nos diversos setores produtivos de bens de consumo duráveis e não duráveis, acusa a expansão do crédito em diversas modalidades físicas e jurídicas, acelera a regularização dos assentamentos precários e irregulares, etc. Não se trata de um programa de fim essencialmente político, embora tenha muito disso. Temos que observar, com atenção, a necessidade e as oportunidades detrás desse programa. O "tombo" dos juros do crédito imobiliário, visando atrair a camada mais pobre da população, é um sintoma de que espera-se uma movimentação brusca das classes C e D. É uma oportunidade, outrossim, do diálogo com as entidades, os movimentos sociais, as cooperativas, no sentido de promover a alforria imobiliária aos escravos da habitação precária e irregular. Antes de cair na tentação de olhar o programa MCMV como mero canal de obtenção do objetivo 3, listado acima, prestemos atenção às reais oportunidades de horizontalidades que podem nascer a partir de forças sociais contíguas da população mais pobre. É uma oportunidade histórica de se pensar na "institucionalização" da força do lugar, ou eu estou viajando?!
Veremos
Companheiros, como prometido, vou contar, sucintamente, a história do nome da Taça Libertadores da América, o torneio futebolístico mais importante do continente americano.
O ano era 1959, em Buenos Aires, na nossa querida vizinha Argentina, onde a Conmenbol se reunião para discutir a criação de uma "copa dos campeões" dos países sulamericamos. Após definido o regulamento, modelo competitivo e perídicidade, faltava nomear o torneio. Eis que o então presidente da entidade, o uruguaio Fermin Soruheta, teve a brilhante, mas brilhante mesmo, ideia em homenagear os heróis independentistas da América do Sul, tais quais, Simon Bolivar, José de San Martin, Antonio José de Sucre, Bernardo O'Higgins e, porque não, Dom Pedro I (ok, há controvérsias sobre este último!). Fato é que, sem sombra de dúvidas, esse torneio tem o nome mais bonito, mais charmoso, mais elegante, mais tocante, mais sentimentalista dentre todos os outros torneios, taças, copas ou campeonatos existentes no mundo. "Taça Libertadores da América", sonho de conquisa de muitos, realidade para poucos. A edição de 2009 ainda está em disputa, mas já sabemos que o Palmeiras vai se sagrar bi-campeão, com direito à gol de Obina na final contra o Grêmio! (sim, eu sou vidente!!).
Até a próxima!
ps: Chupa gambá, libertadores o curíntia nunca viu!
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