
"A Terra é azul", bradou Yuri Gagarin a bordo da espaçonave que "navegou" a órbita terrestre no início da década de 1960. Por enquanto ainda é. Pois catita e fagueira vai se transformando em algo que nem o IPCC, nem Aziz Ab'Saber, nem Nostradamos sabem definir o que é. Não sou especialista em assuntos ambientais (aliás, não sou especialista em coisa alguma) e sou um feroz crítico daqueles que perdem seu tempo tentando descobrir por quantas vezes as formigas selvagens tropicais acasalam num dia. Todavia é inegável que as preocupações ambientais começam a atravessar as relações internacionais do ponto de vista político e econômico. Dos movimentos migratórios aos opulentos subsídios agrícolas, das tergiversações sobre o uso dos trangênicos e o fim das espécies naturais, entre outros, são alguns exemplos. Assim como Krypton que fora destruída pela própria civilização, em função da política ambiciosa, a Terra, aos poucos, vai caminhando para a destruição. Desmatamos as florestas, ajudamos a derreter as geleiras (ok, isso é controverso, mas só pra engrossar meu caldo vou ratificar), poluímos a atmosfera, aceleramos a desertificação das zonas tropicais, entulhamos o oceano com óleo, plástico e dejetos mais sortidos possíveis, não cuidamos dos rios, lagos e lagunas, nos degladiamos em ringues inúteis como as reuniões da OMC, etc. etc. etc.
Talvez a destruição seja inevitável, ainda que caiba perquirir sobre isso, mas, há como recrudescer ou postergar a catástrofe. Na história de Krypton, Jor-El envia seu filho para salvar sua civilização justamente em nosso planeta, para, quem sabe, reconstruir a história e salvar os humanos dos erros cometidos pelos kryptonianos. Nem a ficção foi capaz de nos alertar. Talvez nos falte um Jor-El para enviar um humano a outro planeta e reconstuir tudo novamente. Mas, pensando bem, é melhor que falte mesmo.
Esse post é dedicado àqueles que lutam pela conservação do nosso planeta ao mesmo tempo em que lutam pela simétrica perpetuação de nossa espécie. Quem acompanha o trabalho de Rujendra Pachauri e do IPCC sabe do que estou falando. Quem não conhece, não perca tempo!! Vá atrás, conheça, leia, ou, então, vá para o inferno.
Abraço
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