terça-feira, 15 de julho de 2008

Burocracia Rousseauriana


Nessa semana, em meu novo posto de trabalho, tive a oportunidade de verificar de perto o andamento de alguns programas do governo em conjunto com o BID, Ministério da Fazenda, entre outros. Não pude deixar de notar a grandiosidade burocrática que cercam as possibilidades existentes. Tamanha morosidade deve ensejar a desistência de muitas instituições quando se deparam com o tamanho dos dossiês e formulários. Também, pudera! A facilidade em adulterar, forjar e falsificar documentos provoca o escrutínio desenfreado. Muito há de se conhecer, mas, fazendo minhas as palavras do velho sábio Miltão (essa intimidade é pq eu sou neto do fera!), nunca a história da humanidade conviveu com tantas possibilidades de produzir um desenvolvimento equilibrado. Temos que assumir a burocracia em função dos espertinhos de plantão, pois o ser ontológico do atual governo (leia-se a política implícita em sua gestão) garante as ferramentas para tentar corrigir as assimetrias do território (como quer Samuel Pinheiro Guimarães). Para os estadofóbicos fica a ressalva de que, sem ele (o Estado), esses instrumentos não seriam possívels. Em contrapartida, para os estadomaníacos, vale dizer que os mecanismos seriam mais precisos caso a burocracia acelerasse a transferência de recursos, ao invés de procastinar cada vez mais.

Eu? Bem, quanto mais Estado, melhor, porém, quanto menos Estado, melhor também (sic). Mas, aqui, assino com a verve ferina do companheiro Delfim Netto, para quem é imprescindível que se tenha um Estado indutor, fiscalizador e intervencionista quando preciso. A medida desses fatores é dada, quem diria, pelo mercado.

E viva Jean Jacques Rousseau!

3 comentários:

Anônimo disse...

Otimismo puro!

Rita Fairbanks

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Anônimo disse...

estadofóbicos x estadomaníacos = maniqueísmo??
Delfim tem razão... equilíbrio... (esse meu lado libriano é mais forte que eu...)