sábado, 29 de novembro de 2008
Bancos públicos e gestão da crise
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
A importância do Sistema Financeiro Nacional
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
A crise e o PAC
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Novo velho paradigma

terça-feira, 29 de julho de 2008
O grito dos inaudíveis

quarta-feira, 23 de julho de 2008
Chevaliers de sangreal

A tentativa de salvar a rodada de negociações Doha, em 2001, assiste nesta semana mais um capítulo de sua longa história. A ambiciosa tentativa de imprimir a maior abertura do comércio mundial demanda ponderações pertinentes a sua implementação. As notícias de Genebra, até agora, não são muito animadoras quanto à exequibilidade dos acordos. O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, sem dúvida uma de nossas grandes referências, embarcou, todavia, no que chamaria de missão "kamikaze" (já que estamos em épocas de metáforas históricas). Ora, minhas reflexões são contumazes, embora soem infantis devido minha descrença em certos tipos de relações comerciais. Estamos, junto com Amorim, em conflito com os países desenvolvidos, pois estes subsidiam seus agricultores com linhas de créditos especiais e taxas abusivas às importações de commodities dos países em desenvolvimento. O frisson centra-se em certa desvalorização no longo prazo e no possível bloqueio do crescimento econômico dos países exportadores. A assimetria da contrapartida solicitada pelos países mais ricos é tamanho absurda, que, em meu ponto de vista, chega a ser anedótica (não sei se essa palavra existe). Para que nossos agricultores tenham acesso ao mercado interno do G-5, seria necessário que reduzíssemos as tarifas alfandegárias de produtos industrializados. Ora, essa distorção aparenta um retrocesso à época mercantilista (se é que essa época se foi!!!) senão vejamos: estamos brigando para exportar soja, minério, suco de laranja, cana, etc.; cabe a ressalva de que esses produtos todos são enviados in natura, isto é, apenas para ilustrar com dois exemplos, o minério sai do Brasil, viaja 16 mil Km até a China, onde é processado pela indústria siderúrgica, para, em seguida, retornar ao Brasil em forma de trilhos, a tonelada do minério é vendida à média de US$ 150, enquanto a tonelada dos trilhos é importada por US$ 750 (ver Valor Econômico e Folha de S. Paulo de 21/07/2008). O suco de laranja não deixa por menos, pois é exportado em forma concentrada a granel, para ser processado, industrializado e envasado no exterior; em seguida, quem diria, é exportado para o Brasil. Isso mesmo!! Importamos o suco de laranja que começa a ser produzido aqui em Bebedouro, Taquaritinga, Matão, Itápolis, etc.
Para resumir, o núcleo de minha inquietação está na seguinte pergunta: Será que realmente precisamos ter sucesso nas negociações da OMC? Deveríamos, de fato, salvar a rodada Doha? Quais seriam os fins? Na minha maculada (pois não estou preparado) leitura, o sucesso dessa negociata seria perpetuar a assimetria que vigora desde a era colombiana. Continuaríamos a exportar minério, soja e laranja, produtos de baixo valor agregado, enquanto importamos toda a base produtiva do país. Deixarei essa leitura no plano da superficialidade (poderia aprofundar a discussão, mas...) pois aqui não há espaço para divagações contundentes. Se esse post conduzi-lo (a) à reflexão sobre a questão, a missão está cumprida. Obviamente que não se trata de uma "nova" polêmica, pois duvido que um diplomata do calibre de Celso Amorim não a tenha considerado. Todavia, faz-se mister uma breve ponderação e, se possível, marchemos a discussão aos arautos da diplomacia nacional.
É, eu sei. Isso já é muita ambição para esse blog. Mas, toda verdadeira cruzada começa assim: uma pequena inquietude que se transforma em uma verdadeira batalha.
Levante sua bandeira, pois o Santo Graal do século XXI não é um artefato qualquer, mas, sim, um conjunto de normas e leis que, uma vez assinadas, só a guerra é capaz de derrubá-las.
Pelo andar da carruagem, e pela honestidade das relações, é melhor preparar a espada e o escudo.
Já posso ouvir o som das baionetas.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Referências

sexta-feira, 18 de julho de 2008
Fibra Moral
terça-feira, 15 de julho de 2008
Burocracia Rousseauriana

sábado, 5 de julho de 2008
Militantes do otimismo

sexta-feira, 27 de junho de 2008
Atatürk tupiniquim e califado acadêmico!

sábado, 21 de junho de 2008
A internet, segundo Göethe!

Entre uma livro e outro, observei uma cena no mínimo curiosa. Um sujeito sentado nos sofás destinados para leitura possuía em mãos um dos livros mais difíceis que já tentei ler (tentei, e só!!): O Fausto, de Göethe. Não fossem os fones de ouvido rajando um som extremamente alto em seus ouvidos, diria que a atitude do rapaz seria apenas "abusada".
A cena me fez concatenar pensamentos com uma notícia que li nesta semana sobre pesquisa que divulgou o aumento das horas em que o brasileiro passa "navegando" na internet. Atualmente, segundo a pesquisa, passamos mais tempo com o mouse nas mãos do que os americanos, japoneses e coreanos, famosos pela disposição em ficar de olho na telinha do computador. Isso significa que cada vez mais deixamos de fazer alguma coisa para passar uma horinha a mais na internet. Entre essas coisas, ler livros, jogar futebol, ir ao cinema, teatro, tacar pedras no lago, tocar a campanhia do vizinho e sair correndo, etc. Ano após ano, estas atividades são trocadas pelo click no mouse e o tilintintar do teclado.
Que me desculpem os defensores da convergência, aqueles que defendem o estudo na internet, leitura de livros junto com conversa no msn, ou, como nosso amigo da livraria, ler clássicos da literatura ouvindo música eletrônica de "altíssima" qualidade, mas a atividade reflexiva exige uma concentração exclusiva, que desqualifica desculpas como " consigo estudar na discoteca" ou "eu rendo melhor ouvindo Prodigy". Se fosse uma benesse tão sugestiva, deveríamos ser os principais exportadores de software, tecnologia da informação, e nossa educação deveria melhorar os índices internacionais. Porém, no mesmo talante que exportamos soja para a China e minério para o resto do mundo, importamos computadores, softwares e tecnologia dos idiotas temperados, pagando um preço bastante alto por isso.
Enquanto os nerds espalhafatosos da Coréia, Japão, Estados Unidos e Alemanha gastam cada vez menos tempo conectados na internet, nós, os espertões dos trópicos nos vangloriamos em universalizar o acesso à internet para alunos, enquanto deixamos a escola sem giz, lousa e assento. Sem falar no professor semi-defenestrado com cara de Bozo na mesa da sala, tentando terminar o trabalho do curso técnico que faz à noite. Sendo assim, as bibliotecas poderiam se tornar centro de convenções para encontros de usuários do MSN. Já imaginaram um saguão cheio de computadores e todo mundo confraternizando online? Deveríamos fazer como Hitler e queimar os livros, pois estes já não nos servem mais. Talvez sirvam para nossos momentos de galhofas no botequim, quando lembramos das coisas estúpidas do passado. Mas, ei, onde está o pessoal?!
Fecharam o botequim. Agora virou um Cyber-Café.
É justo.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
"Relaxa Sr. Presidente, está tudo sob controle!"
Para o Ministro da Defesa Nelson Jobim, o fluxo aéreo nacional nunca esteve tão bem controlado como agora:

Talvez o ministro esteja pensando, em primeiro lugar, em como administrar os problemas demográficos em situações emergenciais. Taí uma boa idéia!!
Está pensando em se matar? Compre logo sua passagem aérea e chegue "voando" na outra vida!
domingo, 15 de junho de 2008
Dea Pecuniae
Este grupo Sueco, Pain of Salvation, tem se mostrado um tanto quanto diferente do que estamos acostumados a "Engolir"....vale a pena ir além da música e descobrir a crítica por trás da poesia.
Resumindo, leiam, ouçam no link abaixo e opinem, pois creio que o que vem a seguir proporciona um bom debate.
http://www.youtube.com/watch?v=GP9quQZsC2M
*tradução + do que livre!
Dea Pecuniae (Deusa Dinheiro)
Srta. Mediocridade:
”Oi doçura. Eu te conheço? Juro que já vi seu rosto... e esses lindos olhos... Sabe, dizem que os olhos são a entrada para alma... Aí está um sorriso! Um pouco tímido, hein? Não quer sair daqui..."
Sr. Dinheiro:
Ei srta. Mediocridade, me desculpe
Você me viu na TV, sou o Sr. Dinheiro
Você quer alguém pra te segurar nos braços
e ligar quando você está na cidade
Alguém pra te acalmar e te deixar segura...
Bem, estou aqui...
...para te desapontar
Porque fora desses carros sexys
e longe dos meus bares da moda
Por trás desses sorrisos...
Srta. Mediocridade:
"...talvez ir a algum lugar..."
Sr. Dinheiro:
...e filtro solar...
Srta. Mediocridade:
"...mais quieto, onde nós pudéssemos... você sabe... bater um papo!"
Sr. Dinheiro:
...e “Viva o sonho!”s**...
Srta. Mediocridade:
"...e nos conhecer melhor..."
Sr. Dinheiro:
Eu sou frio!
Srta. Mediocridade:
"...não?"
Sr. Dinheiro:
E mau!
Srta. Mediocridade:
"Que tal uma voltinha naquele Bentley? Ele é seu, não? Prometo ser uma boa garota!
...ou má...
...o que você preferir!”
Sr. Dinheiro:
Daily Finantial – aquele sou eu no Armani
Tenho
três Mercedes 350, duas Ferraris
Eu poderia ter comprado um país de Terceiro Mundo
com as riquezas que gastei
Mas ei,
todas as teorias economicas modernas afirmam que eu mereço
cada centavo
E quando eu sou a metade menor
é que dividimos a conta
Então aqui vai um brinde a Amigos, Família e Liberdade, Genuidade, um brinde à Felicidade, Sucesso, Boa Imprensa, Nenhum Stress...
Mas acima de tudo...
Um brinde a Mim!
Um brinde a Mim!
Um brinde a Mim!
Nada restará...
Então...
Um brinde a Mim! (Dea Pecuniae: Oh baby, baby)
Um brinde a Mim! (Dea Pecuniae: Eu cuidarei de você)
Um brinde a Mim!
Nada restará...
Nada restará...
...para você
"Se você procura realização
um Reino e uma Coroa
Um Paraíso de Voltas Grátis
Estou aqui...
...para te desapontar
Te darei os carros sexys
e um gosto de divinidade
Um lampejo das Estrelas
Imortalidade
Mas a Vaidade
te deixará esgotado e marcado
(Mr. Money: Isso mesmo, me dê!)
Um brinde a Mim! (Sr. Dinheiro: Oh baby, baby)
Um brinde a Mim! (Sr. Dinheiro: Você tomará conta de mim)
Um brinde a Mim!
A mim"
II. Permanere
Sr. Dinheiro:
Mas quando tudo está calado
e as luzes dos bares se apagam
Eu preciso de consolo
porque em algum lugar aqui no fundo
ascendem sentimentos de derrota
E eu odeio perder!
III. Eu brindo
Dizem que é solitário no topoEntão estou tão sozinho quanto se pode estar
Mas eu não me arrependo
Veja, eu escolhi essa companhia
Tenho um time vencedor
Sou Eu, Eu Mesmo e Eu
Podem apostar que é solitário no topo, velhos amigos
E hoje eu contarei a vocês idiotas o porquê!
(Dea Pecuniae!)
Dea Pecuniae
Dinheiro é o que há...
Eles afirmam que eu sou pago por minha grande Responsabilidade
Mas você sabe...
que isso é só uma desculpa esfarrapada
para minha egocentricidade
Eles dizem que somos iguais, eu e vocês
E eu realmente concordo
Veja:
Assim como eu,
vocês vivem para mim
até o dia de suas mortes
Por isso eu brindo a todos vocês que realmente acreditam que eu sou pago por minha grande responsabilidade
Pra todos vocês que caem nessa e pagam as minhas contas
Pra todos vocês que pensam que meu modo de vida não afeta o meio-ambiente
ou a pobreza
Bem, talvez não mais do que marginalmente
Bom pra vocês!
E querem saber?
Um brinde a vocês...
Ergo a minha taça, para aqueles entre vocês que dão suas fatias do bolo de graça para que eu as jogue na cara da democracia
Para aqueles que ajudam a tornar a solidariedade ideologicamente fora de moda
e caridade individualmente idiota, não sábia e característicamente maleável
Eu vos saúdo, pobres bastardos, porque todos vocês consentem enquanto eu sento à vossa mesa
Vamos brindar uma última vez, para dar a todos vocês o maior reconhecimento e crédito de todos os tempos - porque, afinal de contas, vamos encarar, esse é o único "obrigado" que vocês algum dia receberão
Então vamos lá - levantem suas taças!
Um brinde a vocês!
Nada restará - não!
Nada...
...além de dinheiro
sábado, 14 de junho de 2008
Ruy Castro
Hoje, dia extremamente produtivo (semântica, apenas semântica), lendo jornais de outros dias, atrasado para variar, me deparei com uma coluna fantástica do glorioso e inigualável Ruy Castro. A despeito do tom jocoso com que analisa a sociedade e seus problemas, ninguem é capaz de nos despir (semântica, de novo) com tanta genialidade. Enquanto assistimos a escandalos políticos sortidos, ao mesmo tempo em que incestuosas alianças partidárias são formalizadas para as disputas municipais, e, por último mas não menos importante, enquanto o legislativo se corrói com inúmeras CPI's, deixando de votar e governar o país, o povo se diverte com a oferta de crédito potencializada nos últimos meses. A concupiscência penetra em todos os lares e classes sociais enquanto nossa classe dirigente goza de fazer política (aqui não é mais semântica) na acepção mais crua e fedorenta da palavra.
Como diz o mestre Ruy, o povo tapa o nariz e vai às compras.

crédito é o que não falta...
O mistério do Brócolis
