Isso não significa dizer que os bancos públicos devem manipular o sistema econômico nacional. Sim, pois há quem acredite que "tudo" tem que ser do estado. Em períodos turbulentos, crédito empoçado, confiança abaixo de zero, altas taxas interbancárias, secura do capital de giro, entre outross fatores, fica evidente que não poderia haver nenhuma outra instituição, além do BACEN (caso pudesse, pois a legislação brasileira não permite), para dar sobrevida à economia e manter, minimamente, os níveis de emprego, renda e produtividade, alcançados nos últimos anos.
Por outro lado, urge realizar uma análise meticulosa sobre o período que se estende de 2003 a 2008, no Brasil, com vistas a conhecer o tipo de crescimento e produtividade determinantes para o aumento do produto interno verificado nos últimos anos.
Digo isso, pois o período citado, de extrema bonança do capital especulativo, permitiu inferir falsas análises sobre a long term infrastructure nacional, ou seja, ao acreditar que a telha não ia cair nunca, tocamos a pular e dançar em cima dela. Resta saber se o colchao que preparamos para a queda é de mola e reforçado, ou de espuma velha, oitocentista.
O tipo de reserva cambial que o Brasil logrou ter realizado (de curto prazo especulativa), é um belo indicador de que precisaremos, sem dúvida, de um colchao mais "afofado" e, talvez, do corpo de bombeiros de alerta.
Veremos.