
Senhores,
Tomo o direito de perscruta-los sobre uma assertiva um tanto quanto sinistra (não, não é de esquerda), a qual roubei de um forum que costumo verificar. O ilustríssimo figurante que por lá voga, diz o seguinte: "brócolis não pensa, logo não existe." Ora, se sois ser pensante, dotado de impetuosa máquina aceleradora de atividades encefalogramicas, o que nos distingue da marmota? Seria este anfíbio (ou seria um mamífero?) dotado de rápida capacidade de pensamento, vide flagra ao lado, possuidor de raciocínio geométrico tão apurado quanto o nosso? O brócolis, quando aquecido às temperaturas efervescentes teria sua atividade cerebral estimulada pelo borbulhar das moléculas que, assim como nós, nos sobem à cabeça quando esquentamos demais? E a marmota, talvez pelo frio que faz no canadá, teria sua atividade cerebral reduzida a ponto de brincar de pega-pega no meio de uma corrida de fórmula 1?
E, à guisa de conclusão, porque nós, humanos, pensamos pouco quando precisamos e demasiado quando não precisamos? Afinal, se é preciso ter boa inteligência tanto para ir ao todo, quanto ao nada, quem dirá o quanto devemos pensar, com qual intensidade, projeção e operacionalidade?
Sendo assim, viva o Brócolis.
(Inspirado em Blaise Pascal, "Do espírito geométrico e da arte de persuadir")
Um comentário:
Pato...
Fala sério... prá escrever essa vc tomou umas!!! hahaha...
Muito boa!
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